sábado, 7 de julho de 2012


A Profundidade da Graça


  Vocês cansam o Senhor com as suas palavras.   
  “Como o cansamos?”, vocês perguntam. 
  Quando dizem: “Deus ama os pecadores e o 
  pecado de igual maneira. Deus ama a todos.” E 
  também quando dizem: “Julgamento? Deus é bom demais para julgar.” Malaquias 2:17, The Message





De vez em quando, ouvimos alguém dizer: “Não sou capaz de crer num Deus que faz tal e tal coisa” ou “Deus é bondoso demais para Se importar com um pecado tão insignificante”, ou declarações semelhantes.


Todas as afirmações como essas não revelam nada sobre Deus. Elas simplesmente mostram o que uma pessoa em particular pensa sobre Ele.

É perigoso falar em nome de Deus. Quando tentamos fazer isso, estamos colocando-O numa caixa – a caixa que nós mesmos construímos. Mas Deus é grande demais para ser colocado em qualquer caixa. “‘Pois os Meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os Meus caminhos’, declara o Senhor. ‘Assim como os céus são mais altos do que a Terra, também os Meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos’” (Is 55:8, 9).

A única maneira de conhecermos os pensamentos e os caminhos de Deus é através da revelação de Si mesmo a nós, ou seja, a Sua Palavra. Somente nela podemos conhecê-Lo corretamente; somente ali, em nenhum outro lugar.

A maioria das pessoas não gosta dessa ideia. Jamais gostaram. Desde o tempo de Malaquias, 400 anos antes de Cristo, as pessoas já achavam que conheciam Deus plenamente. “Deus ama os pecadores e o pecado de igual maneira”, pensavam. “Deus é bondoso demais para julgar.”

Soa familiar? Essa ideia mostra Deus como um avô em vez de pai. O Deus condescendente. O Deus que simplesmente tem que salvar todo o mundo. Para muitas pessoas, esse é o conceito que elas têm do Deus da graça. Trata-se de uma visão defeituosa, superficial, que subestima e rebaixa Sua graça.

Começamos a ter uma noção da profundidade da graça apenas no momento em que passamos a entender a santidade de Deus. Aquele que é infinito em graça também é infinito em santidade. Essa palavra significa deslumbrante pureza, justiça e integridade dos quais pecado e pecadores fogem. Unicamente à luz dAquele que é santo começamos a ver quão distantes estamos de Seu ideal para nós.

Esse é o mesmo Ser que nos aceita exatamente como somos, convida-nos a voltar para Ele, perdoa-nos liberalmente e concede-nos um novo começo como Seus filhos e filhas. Isso é graça sem fim.

Motivos para não perder a esperança

1 – Temos esperança por causa de Jesus.“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a Sua grande misericórdia, Ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos…” (I Pedro 1:3).

2 – O plano de Deus é dar-nos esperança. “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jeremias 29:11).

3 – A Palavra de Deus nos dá esperança. “Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança” (Romanos 15:4).

4 – Deus se agrada quando colocamos nossa esperança nEle. “O Senhor se agrada dos que O temem, dos que colocam sua esperança no Seu amor leal” (Salmo 147:11).

5 – Quando firmamos a esperança em Deus, Ele nos protege. “Mas o Senhor protege aqueles que O temem, aqueles que firmam a esperança no Seu amor” (Salmo 33:18).

6 – Há sempre esperança e um bom futuro para nós. “Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará” (Provérbios 23:18).

7 – Deus enche-nos de esperança quando temos confiança nEle.“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nEle, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo” (Romanos 15:13).

8 – Sempre temos esperança de que Deus nos livrará. “Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos” (II Coríntios 1:10).

9 – Temos esperança porque Deus é fiel para cumprir sua promessa.“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus 10:23).

10 – Verdadeira esperança é quando não desistimos, mesmo que tenhamos todos os motivos para isso. “Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo?” (Romanos 8:24).

Meu Redentor Vive!






Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim Se levantará sobre a terra. Jó 19:25
O livro de Jó, um clássico da literatura, avalia as profundezas da experiência humana ao lutar com o antigo problema do sofrimento. Nesse livro encontramos as perguntas que fazemos a Deus. Ali encontramos respostas estereotipadas e comuns dadas pelos consoladores, os “confortadores” do desesperado Jó. No fim, porém, Deus Se manifesta, e ao fazer isso elogia o questionador Jó e repreende seus amigos sabichões.


Ao longo desse livro extraordinário, de repente nos deparamos com um dos tesouros mais preciosos de toda a Bíblia. É ainda mais maravilhoso porque foge totalmente do padrão de tudo que foi dito antes.

Até ali, Jó lamenta seu destino, amaldiçoa o dia de seu nascimento, sente-se tratado injustamente por Deus e roga por uma chance de apresentar seu caso diante do Criador. Os três “confortadores”, Elifaz, Bildade e Zofar, insistiram em dizer que Jó realmente merecia o sofrimento que o afligia – era um homem ruim. Precisava confessar seu pecado e arrepender-se.

O décimo nono capítulo apresenta os sofrimentos de Jó sob uma luz lastimável. Jó lamenta que seus amigos apenas o fazem sentir-se pior (v. 1-5) e que Deus não lhe concedeu a oportunidade de obter a justiça merecida (v. 7, 8). Jó foi privado de honra e dignidade; a esperança se foi; todos os parentes e conhecidos o abandonaram (v. 9-16). Ele se tornou objeto de abominação, desprezo e zombaria, mesmo entre os seus amados. Jó não era mais nada além de ossos e pele (v. 17-20). “Misericórdia, meus amigos, misericórdia! Pois a mão de Deus me feriu”, clama Jó, e nosso coração se compadece (v. 21).

Então, aparentemente do nada, surge a extraordinária, maravilhosa expressão de certeza e confiança: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim Se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus. Eu O verei com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro!” (v. 25-27).

“Eu sei!” Essa é a certeza concedida pela graça. Eu conheço Jesus, meu Redentor. Eu sei que Ele vive. Sei que Ele virá outra vez e ressuscitará os mortos. E, assim, eu sei que, porque Ele vive, eu também viverei.

5 coisas para as quais você nunca deve olhar


1 – Não olhe para nada que a (o) impeça de obedecer a Deus. “E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno” (Mateus 18:9).

2 – Não olhe para coisas inúteis. “Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver nos caminhos que traçaste” (Salmo 119:37).

3 – Não olhe para as atrações do mundo. “Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo” (I João 2:16).

4 – Não olhe para o lado escuro da vida. “Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas” (Lucas 11:34).

5 – Não desvie o olhar do caminho de Deus para você. “Olhe sempre para frente, mantenha o olhar fixo no que está diante de você” (Provérbios 4:25).